10/01/2014

Clássico

As horas que antecedem um clássico são, normalmente, de enorme ansiedade. Uma opressão do peito sustentada por questões emotivas, irracionais, consequência, sobretudo, de um histórico já não tão recente. Foi com JJ ao leme que vivi os mais dolorosos duelos contra o FC Porto, em plena Luz – talvez mais dolorosos até que a derrota por 0-5, para a Supertaça.

Nenhum outro treinador do Benfica teve ao seu dispor tantas e tão boas condições para equilibrar as contas e, acima de tudo, superar o nosso adversário. É exactamente dessa realidade que advém um crescente sentimento de desilusão e de desconfiança em vésperas de clássico. Pelo contrário, JJ “conseguiu” como nosso treinador perder um campeonato na Luz (porque na jornada anterior se desvalorizou uma deslocação a Olhão); “conseguiu” perder uma eliminatória nas “meias” da taça, em plena Catedral, após a vantagem de 2-0 na 1.ª mão; “conseguiu” perder um campeonato em casa, depois de ter cinco pontos à maior; e “conseguiu” conquistar em confronto directo apenas um ponto nos dois últimos jogos para o campeonato, desperdiçando, como sabemos, mais um título nacional, mesmo tendo ao seu dispor o melhor plantel e a melhor equipa do país.

Por tudo isto, o plano teórico pouco vale. Na prática, eles têm sido melhores ou, pelo menos, mais competentes. Mas o Benfica é melhor. Joga em casa, perante o seu público. O Benfica joga com Eusébio nas mentes e nos corações. E tenho a certeza que todos nós, benfiquistas, conhecemos a receita para os vencer:


Sem medo! Com humildade e trabalho. E com a esperança que este treinador e estes jogadores percebam, finalmente, e depois desta semana, aquilo que representam.

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