17/01/2014

Tiros no pé

Por muito que tente não compreendo – e ninguém mo consegue explicar – as declarações de JJ e que visam centenas de jovens, benfiquistas dos pés à cabeça, que trabalham diariamente no nosso centro de estágios, no Seixal.

As camadas de formação do Benfica têm, nos últimos anos, fruto de um projecto consistente e duradouro, algo que há muito estava arredado do nosso clube, produzido excelentes futebolistas, capazes de serem integrados gradualmente na equipa principal do Benfica – basta olhar para as classificações dos campeonatos jovens; ou para as recentes convocatórias das selecções jovens para perceber como um paradigma está a mudar.

Há quem defenda JJ por considerar (e bem) que é, de facto, praticamente impossível encontrar na nossa formação ou na equipa “b” substituto à altura de Matic. Essa, porém, não pode ser a razão para o nosso treinador desrespeitar com declarações impensadas jogadores, técnicos e dirigentes que, diariamente, alimentam o sonho de dar ao Benfica mais e melhores jogadores. Ou seja, não pode justificar um acto que prejudica o futuro desportivo do nosso clube.

JJ não é, todavia, na minha opinião, o principal responsável por todo este “caso”, que começa com a saída imprevista de Matic e a falta de coerência, entre actos e discurso, da actual política desportiva encetada por esta direcção do Benfica, que de manhã se afirma pela formação e à tarde contrata nos quatro cantos do mundo.